ΧΡ — Cristo, princípio e fim
ΧΡ — Chi-Rho. Duas letras gregas que, unidas, formam um dos mais antigos cristogramas da Igreja: Χ (Chi) e Ρ (Rho), as primeiras letras de Christós, Cristo.
Mais do que um símbolo, o Chi-Rho é uma profissão de fé.
Cristo está no centro.
No centro da história, porque n’Ele Deus entrou no tempo e assumiu nossa humanidade.
No centro da Igreja, porque ela existe para anunciar, celebrar e testemunhar Jesus Cristo.
No centro da nossa vida, porque, como ensina São Paulo, “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
O símbolo que você vê aqui nasceu nos primeiros séculos do Cristianismo e atravessou gerações como uma silenciosa proclamação: Jesus Cristo é o Senhor.
O ouro que o circunda recorda a glória do Rei. O vermelho recorda o sangue derramado por amor e o testemunho dos mártires. E o branco do ΧΡ proclama a luz de Cristo, que as trevas jamais puderam vencer.

Há, porém, algo ainda mais profundo.
O Chi-Rho não aponta simplesmente para uma ideia, uma filosofia ou uma tradição. Aponta para uma Pessoa.
Para Jesus de Nazaré.
Para o Filho eterno do Pai.
Para aquele que morreu na Cruz e ressuscitou ao terceiro dia.
Para aquele que permanece vivo e presente em sua Igreja.
Por isso, este símbolo não pretende ocupar o lugar de Cristo. Ele existe para conduzir o olhar até Cristo.
Que cada vez que o Chi-Rho aparecer, ele nos recorde aquilo que jamais pode ser esquecido:
Christós.
Cristo.
Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre.
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade.”
Hebreus 13,8
ΧΡ — Christus vincit. Christus regnat. Christus imperat.
Cristo vence. Cristo reina. Cristo impera.

A imagem mostra um relevo paleocristão conhecido como Anastasis (representação simbólica da ressurreição de Cristo), datado de cerca de 350 d.C., localizado no Museu Pio Cristiano do Vaticano. A escultura exibe o monograma de Cristo (Crismão) sobre uma cruz cercada por uma coroa de louros, ladeada por dois pássaros e dois soldados romanos guardando o sepulcro. [1, 2, 3]
